O CREAS Rio de Janeiro , Centro de Referência Especializado de Assistência Social , é uma unidade pública da Secretaria Municipal de Assistência Social que atende famílias e indivíduos em situação de risco pessoal ou social, vítimas de violações de direitos. Não se trata de um local para situações de vulnerabilidade em geral , o CREAS atua especificamente quando um direito já foi violado: violência física, psicológica, sexual, negligência, abandono, trabalho infantil, exploração sexual, entre outras situações de grave vulnerabilidade.
O CREAS integra a Proteção Social Especial de Média Complexidade do SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Isso significa que ele vem depois do CRAS na escala de complexidade , mas nem sempre as pessoas passam pelo CRAS antes de chegar ao CREAS. O acesso pode ser direto, por demanda espontânea.
Na cidade do Rio de Janeiro, a rede do CREAS é organizada em 10 Coordenadorias de Assistência Social (CAS), que são os órgãos gestores regionais, e 14 unidades físicas de CREAS distribuídas por bairros e regiões da cidade — cada uma com nome próprio, em homenagem a personalidades relevantes.
Todo atendimento é gratuito. Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Por que o CREAS existe? O problema que ele enfrenta no Rio
Para entender o CREAS de verdade, é preciso entender o tipo de situação que ele enfrenta — e que o CRAS não está equipado para resolver.
Enquanto o CRAS trabalha com prevenção (família em risco de cair em vulnerabilidade), o CREAS atua quando o dano já aconteceu:
- A criança que está sendo abusada sexualmente dentro de casa
- A mulher que sofreu violência doméstica grave e precisa de acompanhamento especializado
- O adolescente que cometeu um ato infracional e precisa cumprir medida socioeducativa
- O idoso abandonado pela família em situação de negligência
- A criança que está trabalhando em vez de frequentar a escola
- A pessoa em situação de rua que precisa de abordagem especializada para sair das ruas
Essas situações têm em comum um elemento: o ciclo de violação tende a se repetir se não houver intervenção técnica especializada. Um assistente social treinado para PAIF genérico não tem a qualificação técnica necessária para intervir em um caso de abuso sexual continuado, por exemplo. O CREAS existe exatamente para oferecer esse nível de especialização.
Como funciona o CREAS Rio de Janeiro na prática
O funcionamento do CREAS Rio de Janeiro segue uma lógica diferente do CRAS: aqui, o atendimento é mais intenso, mais individualizado e mais articulado com o sistema jurídico e de saúde.
Chegada e acolhimento
A pessoa ou família pode chegar ao CREAS de duas formas:
- Encaminhamento — pelo CRAS, pelo Conselho Tutelar, pelo Ministério Público, por delegacias, pela Vara da Infância e Juventude, pelo sistema de saúde ou por outros serviços socioassistenciais
- Demanda espontânea — a própria pessoa vai ao CREAS sem precisar de encaminhamento prévio
No primeiro atendimento, a equipe realiza uma escuta qualificada — uma conversa estruturada para identificar a situação de violação, o histórico familiar, os riscos presentes e as necessidades imediatas. Não é uma triagem fria: o objetivo é compreender a complexidade da situação sem revitimizar quem já foi violentado.
Elaboração do Plano de Acompanhamento
Com base na escuta inicial, a equipe técnica — composta por assistentes sociais, psicólogos e, dependendo da unidade, advogados — elabora um plano de acompanhamento individualizado para a família ou indivíduo.
Esse plano define: frequência dos atendimentos, encaminhamentos necessários (para saúde mental, delegacia, defensoria pública, rede de acolhimento), metas intermediárias e indicadores de evolução do caso.
Acompanhamento especializado contínuo
O CREAS não faz atendimento único. O acompanhamento é contínuo enquanto a situação de violação persistir ou enquanto a família precisar de suporte para se reconstruir. Os atendimentos incluem:
- Sessões individuais com assistente social ou psicólogo
- Atendimentos em grupo (especialmente para mulheres vítimas de violência doméstica)
- Visitas domiciliares, quando necessário
- Reuniões de articulação com outros serviços da rede (saúde, educação, justiça)
Articulação com o CREAS como retaguarda técnica
Para todos os casos acompanhados pelo CREAS, há suporte técnico especializado da própria equipe e articulação com a rede do Sistema de Garantia de Direitos (SGD) — que inclui Conselho Tutelar, Ministério Público, Defensoria Pública e Vara da Infância.
Passo a passo: como ser atendido no CREAS Rio de Janeiro
Se você, um familiar ou alguém que você conhece está em situação de violação de direitos, aqui está o caminho mais direto para o atendimento:
Passo 1 — Identifique se a situação é para o CREAS (e não o CRAS) Use o checklist mais abaixo neste artigo. Se houver violência, exploração, negligência grave ou medida socioeducativa envolvida, o CREAS é o caminho.
Passo 2 — Localize a unidade da sua região Consulte a lista de endereços por CAS abaixo. Cada CREAS é responsável por um conjunto de bairros específico. Ir ao CREAS correto agiliza o atendimento.
Passo 3 — Compareça pessoalmente Vá ao CREAS de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Não é obrigatório ter encaminhamento — o acesso espontâneo é aceito.
Passo 4 — Reúna os documentos disponíveis Não deixe de ir por falta de documentos, mas se tiver, leve: RG, CPF, comprovante de residência, documentos das crianças (certidão de nascimento), laudos médicos (se houver), boletim de ocorrência (se houver), decisão judicial (para medidas socioeducativas).
Passo 5 — Passe pela escuta qualificada Conte sua situação com honestidade. O profissional está treinado para ouvir sem julgamento. Quanto mais informação a equipe tiver, mais eficaz será o atendimento.
Passo 6 — Receba o plano de acompanhamento Com base na escuta, você receberá um plano com frequência de atendimentos, encaminhamentos e metas. Esse plano é revisado periodicamente.
Passo 7 — Mantenha o acompanhamento Compareça nos dias agendados. A interrupção do acompanhamento é um dos maiores obstáculos para a superação de situações de violência — especialmente quando há crianças envolvidas.
Os 5 serviços do CREAS Rio de Janeiro: o que cada um faz de verdade
1. PAEFI — Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos
É o serviço mais abrangente do CREAS. Atende famílias que têm um ou mais membros em situação de ameaça ou violação de direitos — incluindo violência física, psicológica, sexual, negligência, abandono e exploração.
Na prática, o PAEFI faz:
- Atendimento individual e familiar com assistente social e psicólogo
- Grupos de apoio para vítimas de violência doméstica
- Orientação jurídica sobre como acessar a Defensoria Pública, registrar BO e buscar medida protetiva
- Articulação com a rede de saúde para atendimento de sequelas físicas e psicológicas
- Visitas domiciliares para avaliar situação de risco
Situações atendidas: violência doméstica e intrafamiliar, abuso sexual, negligência, abandono, discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, raça ou crença.
2. Serviço de Proteção a Adolescentes em Medidas Socioeducativas (LA e PSC)
Disponível em todos os 14 CREAS do Rio de Janeiro. Atende adolescentes e jovens que estão cumprindo medidas socioeducativas determinadas judicialmente em meio aberto — especificamente Liberdade Assistida (LA) e Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).
O que significa “meio aberto”: a medida é cumprida fora de unidade de internação. O adolescente permanece em casa, mas precisa comparecer regularmente ao CREAS para acompanhamento técnico e cumprir as determinações da sentença.
Na prática, o serviço faz:
- Acompanhamento individual do adolescente e de sua família
- Orientação sobre o cumprimento da medida
- Articulação com escola, trabalho e outros serviços
- Relatórios periódicos para o juízo competente
- Apoio para reinserção social após o cumprimento
Erro comum: famílias que recebem a medida socioeducativa e não comparecem ao CREAS, pensando que “vai passar”. O não cumprimento da medida pode resultar em internação. A ida ao CREAS é obrigatória quando determinada judicialmente.
3. Serviço Especializado em Abordagem Social e para Pessoas em Situação de Rua
Realiza busca ativa nas ruas da cidade. Diferente do Centro POP (que atende quem vai até a unidade), este serviço vai até onde as pessoas estão — ruas, praças, viadutos, terminais.
Na prática, o serviço faz:
- Abordagem respeitosa e qualificada de pessoas em situação de rua
- Identificação de necessidades imediatas (saúde, alimentação, documentação)
- Encaminhamento para o Centro POP, Centros de Acolhida, serviços de saúde
- Registro de dados para alimentar a política pública de atenção à população de rua
4. PETI — Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
Atende crianças e adolescentes menores de 16 anos em situação de trabalho (exceto aprendizes a partir de 14 anos, que têm legislação específica). O PETI atua em cinco eixos estratégicos: informação e mobilização, identificação, proteção, defesa e responsabilização, e monitoramento.
Na prática, o PETI faz:
- Identificação de situações de trabalho infantil (inclusive trabalho doméstico e em família)
- Atendimento especializado à criança, ao adolescente e à família
- Articulação com escola para garantir frequência escolar
- Encaminhamentos para benefícios sociais que reduzam a necessidade econômica do trabalho infantil
- Responsabilização judicial quando houver exploração por parte de terceiros
Atenção: trabalho infantil não é apenas trabalho nas ruas ou em fábricas. Criança que cuida de irmãos mais novos no lugar de ir à escola, que vende artigos em semáforos ou que trabalha no comércio da família também está em situação de trabalho infantil.
5. Programa de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes
Oferece atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual, bem como aos seus familiares e, quando possível, ao agressor (para trabalho de responsabilização).
Na prática, o programa faz:
- Atendimento psicossocial especializado à vítima
- Grupos terapêuticos para familiares
- Articulação com Conselho Tutelar, delegacias especializadas (DPCA) e Vara da Infância
- Acompanhamento durante e após processos judiciais
- Ações de prevenção e educação em escolas e comunidades
Importante: o CREAS não substitui a delegacia. A denúncia formal deve ser feita no DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) ou pelo Disk 100 (Disque Direitos Humanos). O CREAS atua paralelamente ao processo judicial, garantindo o suporte psicossocial à vítima.
Endereços completos por região: CAS e CREAS do Rio de Janeiro
A rede do CREAS Rio de Janeiro é organizada em 10 Coordenadorias de Assistência Social (CAS), que supervisionam as unidades físicas de CREAS. Confira os endereços completos:
1ª CAS – Centro
Sede da CAS: Rua Benedito Hipólito, 163 – 2º andar | CEP: 20211-130 Telefone: (21) 2151-5595 / (21) 98482-3051 E-mail: cas1@prefeitura.rio Coordenadora: Viviane Almeida Santos
Bairros atendidos pela 1ª CAS: Benfica, Caju, Catumbi, Centro, Cidade Nova, Estácio, Gamboa, Lapa, Mangueira, Paquetá, Rio Comprido, Santa Teresa, Santo Cristo, São Cristóvão, Saúde e Vasco da Gama.
CREAS Simone de Beauvoir Rua República do Líbano, 54 – Centro (próximo ao Campo de Santana) E-mail: creassimonedebeauvoir@prefeitura.rio Diretora: Roseane Garcia
2ª CAS – Vila Isabel, Grande Tijuca e Zona Sul
Sede da CAS: Rua Pinheiro Machado, 39 – Fundos – Laranjeiras | CEP: 22231-090 E-mail: cas2@prefeitura.rio Coordenadora: Daniele Do Val
Bairros atendidos pela 2ª CAS: Alto da Boa Vista, Andaraí, Botafogo, Catete, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Glória, Grajaú, Horto, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Maracanã, Praça da Bandeira, Rocinha, São Conrado, Tijuca, Urca, Vidigal e Vila Isabel.
CREAS Arlindo Rodrigues Rua Desembargador Isidro, 48/fundos – Tijuca E-mail: creasarlindorodrigues@prefeitura.rio Diretora: Gabriela Furtado Bairros: Alto da Boa Vista, Andaraí, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira, Tijuca e Vila Isabel.
CREAS Maria Lina de Castro Lima Rua São Salvador, 56 / 2º andar – Laranjeiras E-mail: creasmarialina@prefeitura.rio Diretor: Leandro Teixeira Bairros: Botafogo, Catete, Copacabana, Cosme Velho, Flamengo, Gávea, Glória, Horto, Humaitá, Ipanema, Jardim Botânico, Lagoa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Rocinha, São Conrado, Urca e Vidigal.
3ª CAS – Engenho Novo
Sede da CAS: Rua 24 de Maio, 931 fundos – Engenho Novo (próximo à estação Engenho Novo e GEL-Méier) | CEP: 20950-092 E-mail: cas3@prefeitura.rio Coordenadora: Marcia Accioly Cerqueira Serpa
Bairros atendidos pela 3ª CAS: Abolição, Água Santa, Cachambi, Del Castilho, Encantado, Engenho da Rainha, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Higienópolis, Inhaúma (parte), Jacaré, Jacarezinho, Lins de Vasconcelos, Maria da Graça, Méier, Piedade, Pilares, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier, Todos os Santos e Tomás Coelho (parte).
CREAS Janete Clair Rua Piranga, 50 – Méier (próximo à Caixa Econômica da Rua Dias da Cruz) E-mail: creasjaneteclair@prefeitura.rio Diretora: Denise Leal
4ª CAS – Bonsucesso
Sede da CAS: Rua Professor Lacé, 57 – Ramos | CEP: 21060-120 E-mail: cas4@prefeitura.rio Coordenadora: Karina da Silva
Bairros atendidos pela 4ª CAS: Bancários, Bonsucesso, Brás de Pina, Cacuia, Cidade Universitária, Cocotá, Complexo do Alemão, Cordovil, Freguesia (Ilha do Governador), Galeão, Jardim América, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Manguinhos, Maré, Moneró, Olaria, Parada de Lucas, Pavuna (parte), Penha, Penha Circular, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Ramos, Ribeira, Tauá, Vigário Geral, Vila da Penha (parte) e Zumbi.
CREAS Stella Maris Estrada dos Maracajás, 973 – Galeão / Ilha do Governador (entre a Creche Stella Maris e a CRAF Tom Jobim) E-mail: creasstellamaris@prefeitura.rio Diretora: Fabiana Figueiredo Abrangência: Ilha do Governador, Cidade Universitária e Maré.
CREAS Nelson Carneiro Rua Professor Lacé, 57 – Ramos (próximo à estação Supervia Ramos) E-mail: creasnelsoncarneiro@prefeitura.rio Diretora: Danielle Monteiro Bairros: Bonsucesso, Brás de Pina, Complexo do Alemão, Cordovil, Jardim América, Manguinhos, Olaria, Parada de Lucas, Pavuna (parte), Penha, Penha Circular, Ramos, Vigário Geral e Vila da Penha (parte).
5ª CAS – Madureira
Sede da CAS: Rua Carvalho de Souza, 274 / Sala 8 – Madureira | CEP: 21350-180 E-mail: cas5@prefeitura.rio Coordenadora: Claudia de Paiva de Castro
Bairros atendidos pela 5ª CAS: Bento Ribeiro, Campinho, Cascadura, Cavalcanti, Coelho Neto, Engenheiro Leal, Guadalupe, Honório Gurgel, Madureira, Marechal Hermes, Mariópolis (parte), Oswaldo Cruz, Parque Anchieta, Quintino Bocaiúva, Ricardo de Albuquerque, Rocha Miranda, Turiaçu e Vaz Lobo.
CREAS Professora Márcia Lopes Rua Carvalho de Souza, 274 – Madureira (ao lado das Casas Bahia) E-mail: creasprofmarcialopes@prefeitura.rio Diretora: Flávia Cabral
6ª CAS – Irajá
Sede da CAS: Rua Capitão Aliatar Martins, 211 – Irajá | CEP: 21235-515 E-mail: cas6@prefeitura.rio Coordenadora: Leila Marques
Bairros atendidos pela 6ª CAS: Acari, Anchieta (parte), Barros Filho, Colégio, Costa Barros, Irajá, Parque Colúmbia, Pavuna, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos e Vista Alegre.
CREAS João Hélio Fernandes Vieites Rua Ouseley, 421 – Coelho Neto (ao lado do PAM Coelho Neto) E-mail: creasjoaohelio@prefeitura.rio Diretora: Mara Fernandes Bairros: Acari, Anchieta, Barros Filho, Costa Barros, Parque Colúmbia e Pavuna.
CREAS Wanda Engel Aduan Estrada Pedro Borges de Freitas, 144 – Irajá E-mail: creaswandaengel@prefeitura.rio Diretora: Annatanes Bairros: Colégio, Irajá, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Vila Kosmos e Vista Alegre.
7ª CAS – Jacarepaguá
Sede da CAS: Av. Ayrton Senna, 2001 BL C – Barra da Tijuca | CEP: 22775-002 E-mail: cas7@prefeitura.rio Coordenadora: Elaine Cristina Montenegro
Bairros atendidos pela 7ª CAS: Anil, Barra da Tijuca, Camorim, Cidade de Deus, Colônia, Curicica, Freguesia (Jacarepaguá), Gardênia Azul, Grumari, Itanhagá, Jacarepaguá, Joá, Pechincha, Praça Seca, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Taquara, Vargem Grande, Vargem Pequena e Vila Valqueire.
CREAS Daniela Perez Rua Nacional, 275 – Taquara (em frente ao Colégio Carlos Lacerda) E-mail: creasdanielaperez@prefeitura.rio Diretora: Cirenice Nascimento
8ª CAS – Bangu
Sede da CAS: Rua Santa Cecília, 984 / 2º andar – Bangu | CEP: 21810-080 E-mail: cas8@prefeitura.rio Coordenadora: Rosilaine Rabelo
Bairros atendidos pela 8ª CAS: Bangu, Campo dos Afonsos, Deodoro, Gericinó, Jabour, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Padre Miguel, Realengo, Santíssimo (até ETERJ), Senador Camará e Vila Militar.
CREAS Professora Aldaíza Sposati Rua Limites, 1.349 – Realengo E-mail: creasprofaldaizasposati@prefeitura.rio Diretora: Roberta Marinheiro
9ª CAS – Campo Grande
Sede da CAS: Rua do Rádio, S/Nº (Praça José Euzébio) – Campo Grande | CEP: 23087-060 E-mail: cas9@prefeitura.rio Coordenadora: Tatiana Fonseca
Bairros atendidos pela 9ª CAS: Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo e Senador Vasconcelos.
CREAS Zilda Arns Neumann Rua Cândido Magalhães, 88 – Campo Grande (próximo ao Colégio Bahiense) E-mail: creaszildaarns@prefeitura.rio Diretora: Marcelo Jaccoud
10ª CAS – Santa Cruz
Sede da CAS: Rua Fernanda, 155 – Santa Cruz | CEP: 23515-121 E-mail: cas10@prefeitura.rio Coordenador: Wagner Andrade
Bairros atendidos pela 10ª CAS: Barra de Guaratiba, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Paciência, Pedra de Guaratiba, Santa Cruz e Sepetiba.
CREAS Padre Guilherme Decaminada Rua Gabriel Bernardes, S/Nº – Santa Cruz E-mail: creaspadreguilherme@prefeitura.rio Diretora: Eliane Pixioline Bairros: Santa Cruz e Sepetiba.
CREAS João Manoel Monteiro Estrada da Matriz, S/Nº – Pedra de Guaratiba (Administração Regional da Pedra de Guaratiba) E-mail: creasjoaomanoel@prefeitura.rio Diretora: Patrícia Leiras Bairros: Barra de Guaratiba, Guaratiba, Ilha de Guaratiba, Paciência e Pedra de Guaratiba.
CREAS x CRAS: qual é a diferença e quando procurar cada um?
Essa é a confusão mais comum — e entendê-la pode fazer toda a diferença para quem está buscando ajuda.
| Critério | CRAS | CREAS |
|---|---|---|
| Foco | Prevenção de vulnerabilidades | Reparação de direitos violados |
| Nível de proteção | Proteção Social Básica | Proteção Social Especial de Média Complexidade |
| Quando procurar | Pobreza, CadÚnico, Bolsa Família, convivência | Violência, abuso, medida socioeducativa, rua |
| Exige encaminhamento? | Não | Não — acesso espontâneo aceito |
| Equipe | Assistentes sociais, psicólogos | Idem + advogados em algumas unidades |
| Foco no atendimento | Família como um todo | Indivíduo e situação específica de violação |
| Articula com | CREAS, CAPS, SUAS básico | Conselho Tutelar, Ministério Público, DPCA, Vara da Infância |
Regra prática simples:
- Família pobre, em risco social, precisando de CadÚnico ou Bolsa Família? → CRAS
- Alguém sofreu violência, foi abandonado, está em situação de rua ou cumprindo medida judicial? → CREAS
O CRAS pode encaminhar para o CREAS, mas você também pode ir diretamente ao CREAS sem passar pelo CRAS primeiro.
Quem pode ser atendido no CREAS Rio de Janeiro?
O CREAS Rio de Janeiro atende:
- Crianças e adolescentes vítimas de violência física, psicológica, sexual, abandono, negligência ou exploração
- Mulheres em situação de violência doméstica e intrafamiliar
- Idosos em situação de abandono, negligência ou violência patrimonial/financeira
- Pessoas com deficiência em situação de violação de direitos
- Adolescentes em medidas socioeducativas (Liberdade Assistida ou Prestação de Serviços à Comunidade)
- Pessoas em situação de rua identificadas por abordagem social
- Crianças em situação de trabalho infantil (menores de 16 anos)
- Famílias com usuários de substâncias psicoativas em situação de violência
- Pessoas que sofreram discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, raça, etnia ou crença religiosa
Situações que exigem CREAS (não CRAS)
Use este checklist para identificar rapidamente se uma situação é para o CREAS:
Violência doméstica e intrafamiliar:
- ☑ Mulher que sofreu ou sofre agressão física do parceiro
- ☑ Criança que sofre violência física dos pais ou responsáveis
- ☑ Idoso que sofre maus-tratos ou abandono por familiar
- ☑ Qualquer membro da família que sofre violência psicológica sistemática
Abuso e exploração sexual:
- ☑ Criança ou adolescente vítima de abuso sexual por familiar ou conhecido
- ☑ Criança ou adolescente em situação de exploração sexual
- ☑ Adulto que sofreu violência sexual e precisa de acompanhamento psicossocial
Situações envolvendo crianças e adolescentes:
- ☑ Criança trabalhando em vez de ir à escola
- ☑ Adolescente cumprindo medida socioeducativa (LA ou PSC)
- ☑ Criança em acolhimento institucional precisando de suporte à reinserção familiar
Situações de rua e vulnerabilidade extrema:
- ☑ Adulto em situação de rua com necessidade de abordagem especializada
- ☑ Pessoa em situação de rua que foi encaminhada do Centro POP
Discriminação e violação de direitos:
- ☑ Pessoa que sofreu violência ou discriminação por orientação sexual, raça ou religião
- ☑ Família com membro dependente químico em situação de violência doméstica
Se qualquer uma dessas situações se aplica, o CREAS é o serviço correto. Não espere a situação piorar.
O erro mais comum de quem precisa do CREAS e não sabe
Na prática, o maior obstáculo para o atendimento no CREAS Rio de Janeiro não é a burocracia — é o silêncio.
Situações de violência doméstica, abuso sexual e negligência tendem a permanecer ocultas por anos antes de chegarem ao CREAS. As razões são conhecidas: medo de represálias, vergonha, dependência financeira do agressor, normalização da violência, desconhecimento dos direitos.
Algumas situações que aparecem com frequência nas unidades:
- Famílias que demoram anos para buscar ajuda após o início da violência — geralmente o gatilho é uma situação de crise aguda (hospitalização, BO registrado pela vizinhança, denúncia feita por escola)
- Adolescentes que recebem a medida socioeducativa e não vão ao CREAS — a família não entende o caráter obrigatório da medida, e o não comparecimento pode resultar em representação ao juízo
- Idosos que não denunciam porque o agressor é o filho — a equipe do CREAS está preparada para lidar com esse vínculo afetivo e trabalhar a situação sem rompimento desnecessário da família
O que ajuda a chegar ao CREAS mais cedo:
- Professores que identificam sinais de violência em crianças e acionam o Conselho Tutelar
- Unidades de saúde que sinalizam casos de violência doméstica ao CREAS
- Vizinhos que ligam para o Disk 100 (Disque Direitos Humanos) ao identificar situações suspeitas
- Pessoas que se informam sobre os serviços disponíveis antes de precisar deles
Como acionar o CREAS Rio de Janeiro: telefone e aplicativo
Central de Atendimento da Prefeitura do Rio: Dentro do município do Rio de Janeiro: 1746 (ligação gratuita) De outras localidades: (21) 3460-1746
Aplicativo 1746 Rio: Disponível gratuitamente para Android e iOS. Permite solicitar mais de mil tipos de serviços públicos municipais, incluindo atendimento do CREAS, e acompanhar o andamento das solicitações.
Canais de denúncia complementares:
- Disk 100 — Disque Direitos Humanos (gratuito, 24h): para denúncias de violência contra crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência
- 180 — Central de Atendimento à Mulher (gratuito, 24h): para situações de violência doméstica
- 190 — Polícia Militar: para emergências e flagrantes de violência
- Conselho Tutelar: para situações envolvendo crianças e adolescentes — consulte o Conselho da sua área pelo site da Prefeitura do Rio
Perguntas frequentes sobre o CREAS Rio de Janeiro
Preciso ter sido encaminhado pelo CRAS para ir ao CREAS? Não. O acesso ao CREAS pode ser espontâneo. Qualquer pessoa pode comparecer diretamente ao CREAS da sua região sem precisar passar pelo CRAS antes.
O atendimento no CREAS é sigiloso? Sim. As informações compartilhadas durante o atendimento são confidenciais. A exceção ocorre quando há obrigação legal de notificação — como nos casos de suspeita de violência contra crianças, que devem ser comunicados ao Conselho Tutelar.
O CREAS pode tirar meu filho de casa? Não. O CREAS não tem poder para afastar crianças de suas famílias. Essa decisão é judicial, tomada pelo Juiz da Vara da Infância. O CREAS atua para fortalecer a família e evitar, sempre que possível, o afastamento — não para promovê-lo.
Quanto tempo dura o acompanhamento no CREAS? Não há prazo fixo. O acompanhamento dura enquanto a situação de violação persistir e a família precisar de suporte. O desligamento é decidido em conjunto com a equipe técnica, com base na evolução do caso.
O CREAS atende em fins de semana? As unidades do CREAS Rio de Janeiro funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para situações de emergência fora desse horário, acione o 190 (emergência policial), o 180 (violência doméstica) ou o SAMU (192).
Meu bairro não aparece na lista do CREAS. O que faço? Ligue para o 1746 ou acesse o aplicativo 1746 Rio para ser orientado sobre qual unidade atende seu endereço. Você também pode contatar diretamente a CAS (Coordenadoria de Assistência Social) da sua região.
Conclusão
O CREAS Rio de Janeiro é o equipamento que a cidade oferece para os momentos mais difíceis — quando a violência já aconteceu, quando um direito já foi violado e quando a situação exige uma intervenção técnica especializada para ser superada.
Com 10 coordenadorias (CAS) e 14 unidades distribuídas por todas as regiões da cidade — do Centro à Zona Sul, de Bonsucesso a Santa Cruz —, o CREAS garante cobertura geográfica ampla e serviços especializados para situações que o CRAS não está equipado para atender.
Se você, um familiar, uma criança ou um adolescente que você conhece está passando por uma situação de violência, abandono, exploração ou qualquer outra violação de direitos, não espere. Vá ao CREAS da sua região — de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h — ou ligue 1746. O atendimento é gratuito e confidencial.
Para mais informações sobre assistência social, programas sociais e serviços públicos do Rio de Janeiro e de todo o país, acesse o CliquesSP – categoria Cidades e o CliquesSP – categoria Notícias.
Fontes: Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro (assistenciasocial.prefeitura.rio), Portal Carioca Digital (carioca.rio), Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).






