Existem praias em Ubatuba que a maioria dos turistas nunca vai conhecer. A Praia da Caçandoquinha é uma delas, e quem chega até lá entende imediatamente por que o esforço vale cada passo da trilha. Pequena, selvagem, praticamente deserta mesmo nos dias de maior movimento no litoral, é o tipo de lugar que faz você querer guardar segredo.
Localizada no extremo sul de Ubatuba, dentro de uma área de reconhecimento histórico e cultural profundo, o território do primeiro Quilombo do Litoral Norte de São Paulo, a Caçandoquinha guarda em sua paisagem marcas do Brasil colonial, da resistência quilombola e da natureza praticamente intocada da Mata Atlântica.
Neste guia você encontra tudo sobre a Praia da Caçandoquinha: onde fica, como chegar, o que fazer, o significado do nome, a história do lugar, dicas práticas para a visita e muito mais, incluindo informações que os outros guias simplesmente não contam.
Onde fica a Praia da Caçandoquinha:
A Praia da Caçandoquinha está localizada no extremo sul de Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo. Ela se situa na Enseada do Mar Virado, entre a Praia da Caçandoca (à esquerda) e a Praia da Raposa (à direita, mais afastada), formando um conjunto de praias selvagens de acesso restrito.
A praia está dentro do território quilombola da Caçandoca — a primeira comunidade quilombola do litoral norte de São Paulo a ter suas terras reconhecidas pelo Governo Federal. Geograficamente, fica mais próxima de Caraguatatuba do que do centro de Ubatuba.
Não existe acesso direto de carro até a Caçandoquinha. A única forma de chegar é por trilha, partindo do canto direito da Praia da Caçandoca — o que garante ao local a raridade de permanecer quase deserto mesmo durante o verão.
Como é a Praia da Caçandoquinha:
A Praia da Caçandoquinha é pequena — bem menor que a sua vizinha Caçandoca. Suas características principais são:
- Areia escura e fina, típica das praias mais preservadas do litoral norte paulista
- Mata Atlântica densa até a beira da praia, com árvores centenárias e vegetação exuberante
- Pequeno riacho no lado direito da praia, que corta a areia antes de encontrar o mar
- Animais silvestres visíveis com frequência, especialmente aves e pequenos mamíferos
- Ausência total de infraestrutura — sem quiosques, sem banheiros, sem chuveiros
- Casa da Fazenda histórica do século XIX, pertencente ao período escravagista, visível nos fundos da praia — mas que é propriedade privada e não está aberta ao público
É uma praia para quem busca contato real com a natureza. Quem espera conforto vai se surpreender — e quem busca uma experiência autêntica vai se apaixonar.
No lado direito da praia, ainda são visíveis alguns pilares de concreto, um pedaço de escada e uma mureta — vestígios de uma antiga ponte que um dia existiu ali e que foi palco de um conflito histórico entre os quilombolas e ocupantes externos (leia mais na seção de história).
Como é o mar da Caçandoquinha:
O mar da Praia da Caçandoquinha é um dos seus maiores atrativos. As águas são tranquilas, rasas e cristalinas, com pouca ou nenhuma ondulação na maior parte do tempo, já que a enseada oferece proteção natural contra as correntes mais fortes.
É uma praia excelente para banho considerada segura até para crianças pequenas e para quem não tem experiência com o mar. O fundo arenoso e a baixa profundidade nos primeiros metros tornam o banho tranquilo e prazeroso.
A transparência da água permite enxergar o fundo com clareza, e em dias de sol forte a coloração verde-esmeralda das águas contrasta com a vegetação escura da mata ao redor — criando uma das paisagens mais bonitas do litoral norte paulista.
Em períodos de ressaca, como qualquer praia, o mar pode ficar mais agitado. Verifique a previsão antes de ir e, se o mar estiver instável, prefira aproveitar a trilha e a paisagem em vez de arriscar o banho.
O que significa Caçandoquinha e a origem do nome
O nome Caçandoquinha é o diminutivo de Caçandoca — e a terminação “-inha” em português foi adicionada exatamente para diferenciar a praia menor da maior. Ou seja: Caçandoquinha é literalmente a “Caçandoca pequena”.
Quanto à origem de Caçandoca, existem duas interpretações principais, ambas com raízes no tupi-guarani, língua dos povos indígenas que habitavam essa região antes da colonização:
Primeira interpretação
Corruptela de caiçá + ndoca, que significaria “cercado que se rompe” ou “cercado que se quebra”. Uma referência possível às formações rochosas ou às barreiras naturais do terreno.
Segunda interpretação
Derivação de caá-açá-toca, no tupi-guarani, que significaria “a toca da encruzilhada” ou “abrigo no cruzamento dos caminhos” — uma referência que faz sentido considerando que a região era ponto de passagem entre diferentes praias e territórios indígenas.
A interpretação africana
Há ainda uma terceira leitura, ligada à presença africana na região: a palavra Caçandoca teria relação com o termo “gabão de mato”, uma referência ao Gabão, país do centro-oeste da África. Essa interpretação reforça a profunda conexão da região com a história da diáspora africana no Brasil — já que o território é um quilombo com mais de dois séculos de existência.

A história da Caçandoquinha: quilombo, fazenda e resistência
A Praia da Caçandoquinha não é apenas bela — ela é um dos lugares mais historicamente significativos do litoral paulista. Compreender sua história transforma completamente a experiência de visitar o lugar.
A fazenda do século XIX
A Casa da Fazenda visível nos fundos da Caçandoquinha foi construída originalmente por José Antônio de Sá, no século XIX. Em 1881, o monopólio da fazenda da Caçandoca foi herdado por seus três filhos:
- Marcolino Antônio de Sá — ficou com a Caçandoca
- Izidoro Antônio de Sá — ficou com a fazenda da Ponta Grossa, no Saco da Raposa
- Sinfrônio de Sá — ficou com a fazenda do Saco das Bananas
Toda essa região foi construída sobre trabalho escravo. Os descendentes desses escravizados são os quilombolas que vivem ali até hoje.
O primeiro Quilombo do Litoral Norte
A Praia da Caçandoquinha está dentro da área reconhecida como o primeiro Quilombo do Litoral Norte de São Paulo. O Quilombo da Caçandoca se estende da Praia da Lagoa até a Praia do Pulso, e sua comunidade mantém viva a cultura, as tradições e os modos de vida dos seus antepassados.
O reconhecimento oficial das terras quilombolas pelo Governo Federal foi um marco histórico — e garantiu que essa paisagem permanecesse preservada da especulação imobiliária que engoliu tantos outros trechos do litoral paulista.
O conflito da ponte e a luta pelos caminhos
No início do século XXI, a região da Caçandoquinha foi palco de um conflito tenso entre os quilombolas e ocupantes externos. Uma tentativa de isolar a praia com cercas de arame farpado impediu os quilombolas de transitarem pelo terreno entre a Caçandoca e as praias mais ao sul — forçando-os a caminhar apenas pela faixa de areia durante a maré baixa.
Em períodos de maré alta ou ressaca, a passagem pela areia se tornava inviável — o que na prática bloqueava o acesso histórico da comunidade ao seu próprio território.
Em meados de 2014, após uma ação judicial e um crescente conflito comunitário, os quilombolas realizaram a ocupação da região da Praia da Raposa, destruíram a ponte, derrubaram os mourões e queimaram ranchos de pesca dos ocupantes externos. Os vestígios de concreto visíveis hoje na praia são tudo que sobrou dessa estrutura.
É uma história de resistência, autonomia e luta pelo direito ao território e ela está escrita na própria paisagem da Caçandoquinha para quem souber ler.
Como chegar na Praia da Caçandoquinha em Ubatuba
Não existe acesso direto de carro à Praia da Caçandoquinha. O caminho até ela passa obrigatoriamente pela Praia da Caçandoca, que é o ponto de partida da trilha.
Passo 1: chegando à Caçandoca
De carro, siga pela Rodovia Rio-Santos (SP-055 / BR-101) no sentido Caraguatatuba–Ubatuba. Na altura do km 76 ou 77 da rodovia, após a Praia de Maranduba (vindo de Caraguatatuba), procure a entrada da estrada vicinal de terra à direita.
A estrada de terra tem aproximadamente 4,5 a 5 km de extensão, com muito cascalho, buracos e curvas. Qualquer carro de passeio consegue fazer o trajeto, mas em velocidade baixa e com atenção. No caminho, você passa pelo Mirante da Maranduba (parada obrigatória para fotos), pelo Castelo Arautos do Evangelho e pelo acesso ao Condomínio do Pulso.
Atenção: ao chegar na área quilombola, há cobrança de uma taxa de acesso. Os valores praticados em 2024 eram:
- Motos: R$ 5,00
- Carros: R$ 20,00
- Vans: R$ 50,00
Essa cobrança é legítima — você está em território quilombola, e os moradores têm o direito reconhecido de cobrar pelo acesso.
Passo 2: a trilha da Caçandoca para a Caçandoquinha
Estacionado na Caçandoca, caminhe até o extremo direito da praia, onde está o pequeno riacho. Atravesse o riacho e você encontrará a subida rochosa , uma formação de pedra que precisa ser escalada com auxílio de uma corda. A corda sempre está disponível no local, deixada pelos próprios frequentadores e quilombolas.
Após subir a pedra, a trilha até a Caçandoquinha dura menos de 5 minutos. É um caminho de nível fácil, acessível para a maioria das pessoas em boa condição física. Quem tem dificuldade de mobilidade ou não se sentir confortável com a escalada pode optar por não ir , não existe outra rota terrestre acessível.
Acesso por barco
É possível chegar à Praia da Caçandoquinha de barco, especialmente partindo de Maranduba ou de outras praias vizinhas. Passeios de barco pela região costumam incluir a Caçandoquinha no roteiro durante o verão.
Acesso pela Trilha do Saco das Bananas
Quem vier de Caraguatatuba, partindo da Praia de Tabatinga, pode chegar à Caçandoquinha pela Trilha do Saco das Bananas — mas nesse caso a caminhada é de nível difícil e dura aproximadamente 2 horas. Veja mais detalhes na seção específica sobre a trilha.
Distância de São Paulo e outras cidades até a Praia da Caçandoquinha:
Confira as distâncias aproximadas até a região da Caçandoca/Caçandoquinha:
- São Paulo (capital): aproximadamente 200 a 220 km, com tempo de viagem de 3h a 4h dependendo do trânsito e do horário
- Centro de Ubatuba: cerca de 32 km, com tempo de viagem de 40 a 50 minutos pela Rio-Santos
- Caraguatatuba: aproximadamente 15 km, com cerca de 25 a 30 minutos de carro
- São José dos Campos: cerca de 150 km, com tempo de viagem de 2h a 2h30
- Taubaté: cerca de 170 km, com tempo aproximado de 2h30
Vindo de São Paulo, o caminho mais comum é pela Rodovia dos Tamoios (SP-099) até Caraguatatuba, e depois pela Rio-Santos sentido Ubatuba até o acesso da Caçandoca.
O que fazer na Praia da Caçandoquinha:
A Praia da Caçandoquinha é um destino de contemplação e natureza. Não há estrutura de entretenimento e é justamente isso que a torna especial. Veja o que fazer:
Banho de mar
O mar calmo e cristalino é o principal atrativo. Aproveite as águas rasas e transparentes sem a agitação das praias mais badaladas de Ubatuba.
Snorkeling
A transparência das águas e a presença de pequenos recifes próximos tornam a Caçandoquinha e arredores um bom local para snorkeling. Leve máscara e nadadeiras para explorar a vida marinha.
Explorar o riacho
O pequeno riacho no lado direito da praia, onde a água doce encontra o mar, é um ponto de parada delicioso — especialmente para famílias com crianças pequenas que adoram brincar na mistura das águas.
Fotografia e contemplação
A paisagem da Caçandoquinha, com a mata fechada sobre a areia escura e as águas esverdeadas, é de uma beleza rara. Reserve tempo apenas para sentar, observar e fotografar.
Observação de animais silvestres
A mata densa que contorna a praia abriga diversas espécies de aves, pequenos mamíferos e répteis. Fique quieto e atento — a natureza se manifesta para quem tem paciência.
Iniciar a Trilha do Saco das Bananas
O canto direito da Praia da Caçandoquinha é o ponto de partida (ou chegada) da famosa Trilha do Saco das Bananas. Veja mais detalhes na próxima seção.
Visitar a Caçandoca antes ou depois
A Praia da Caçandoca, vizinha imediata, tem quiosques com comida e bebida, camping autorizado em quintais de moradores e a rica cultura quilombola e caiçara. Combine as duas praias no mesmo dia para uma experiência completa.
Trilha do Saco das Bananas: a aventura começa na Caçandoquinha:
O canto direito da Praia da Caçandoquinha é o ponto de início — ou de chegada, dependendo do sentido — da Trilha do Saco das Bananas, uma das trilhas mais épicas do litoral norte de São Paulo.
A trilha passa por 10 praias no total, sendo a maioria delas de acesso exclusivamente a pé:
- Praia da Caçandoca
- Praia da Caçandoquinha
- Praia da Raposa
- Praia do Saco das Bananas
- Praia Brava do Frade (ou Simão)
- Praia da Lagoa
- Praia Mansa
- Praia da Ponta Aguda
- Praia da Figueira
- Praia das Galhetas (divisa com Caraguatatuba / Tabatinga)
A trilha completa tem nível difícil e deve ser feita com acompanhamento de guias credenciados. Não é recomendada para iniciantes ou para quem não tem preparo físico adequado. O tempo total varia entre 4 e 8 horas dependendo do ritmo e das paradas.
Para quem quiser apenas uma amostra, é possível fazer apenas o trecho até a Praia da Raposa — a próxima depois da Caçandoquinha — e retornar. Mesmo esse trecho curto já oferece vistas e paisagens que poucos turistas conseguem acessar.
Caçandoca e Caçandoquinha: qual a diferença
Muita gente confunde as duas praias. Veja as principais diferenças:
Praia da Caçandoca
- Maior e mais acessível (via estrada de terra)
- Tem quiosques com comida e bebida
- Tem camping autorizado em quintais de moradores
- Comunidade quilombola e de pescadores presente
- Mar calmo, bom para banho e SUP
- Mais frequentada por turistas
Praia da Caçandoquinha
- Menor e mais selvagem
- Sem infraestrutura alguma
- Acesso exclusivamente por trilha (5 minutos a partir da Caçandoca)
- Praticamente deserta mesmo no verão
- Mar igualmente calmo e transparente
- Ponto de partida da Trilha do Saco das Bananas
- Vestígios históricos da antiga fazenda e da ponte destruída
A recomendação de quem conhece a região é visitar as duas no mesmo dia: chegue cedo à Caçandoca, explore a trilha e passe um tempo na Caçandoquinha, e depois retorne à Caçandoca para almoçar nos quiosques e relaxar.
Qual é a melhor praia de Ubatuba?
Ubatuba tem mais de 100 praias e qualquer resposta sobre a “melhor” depende do que você procura. Mas quando o assunto são praias selvagens e pouco frequentadas, a Praia da Caçandoquinha figura consistentemente entre as favoritas de quem conhece o litoral norte com profundidade.
Para diferentes perfis de visitante, outras praias que se destacam em Ubatuba são:
- Família com crianças: Praia Grande, Itaguá, Lagoinha
- Surf: Praia Vermelha do Norte, Praia do Félix
- Natureza preservada: Caçandoquinha, Saco das Bananas, Praia da Lagoa
- Mar calmo: Enseada, Santa Rita, Fortaleza
- Fácil acesso e estrutura: Maranduba, Tenório, Perequê-Açú
- Snorkeling: Praia da Raposa, Caçandoquinha, Ilha Anchieta
Quanto à praia mais limpa de Ubatuba, as praias do sul — incluindo a Caçandoquinha — costumam manter maior qualidade de água justamente por serem menos frequentadas e estarem inseridas em áreas de preservação ambiental e quilombola.
Infraestrutura e o que levar para a Caçandoquinha
A Praia da Caçandoquinha não tem nenhuma infraestrutura. Não há quiosques, banheiros, chuveiros, lixeiras ou qualquer serviço disponível. Tudo que você precisar, você deve levar — e tudo que sobrar, você deve trazer de volta.
Lista do que levar
- Água em quantidade suficiente para o tempo que pretende ficar
- Comida e lanches (não há onde comprar)
- Protetor solar e chapéu
- Repelente de insetos (a vegetação densa favorece mosquitos)
- Sacola para o lixo — jamais deixe nada na praia ou na trilha
- Calçado adequado para a trilha (sandália fechada ou tênis leve)
- Máscara de snorkeling se quiser explorar as águas
- Câmera ou celular com bateria carregada — a paisagem exige registro
Camping na Caçandoquinha
Não é permitido acampar na Praia da Caçandoquinha. Nenhuma praia de Ubatuba autoriza camping diretamente na areia. Quem quiser acampar na região deve procurar campings na Caçandoca (quintal de moradores) ou nas praias de Maranduba e Lagoinha, que ficam a poucos quilômetros.
Dicas essenciais antes de visitar a Praia da Caçandoquinha
- Vá cedo. A estrada de terra fica lotada nos fins de semana de verão. Saindo antes das 9h, você evita fila na entrada e aproveita a praia com mais tranquilidade.
- Não ande sozinho pelas trilhas. Apesar de ser curta, a trilha passa por área de mata e formações rochosas. Vá sempre acompanhado.
- Respeite o território quilombola. Você está em terras com história e significado profundos. Trate os moradores com respeito, não fotografe pessoas sem permissão e siga as orientações locais.
- Não alimente animais silvestres. Por mais simpáticos que pareçam, alimentar a fauna local desequilibra o ecossistema.
- Não abra caminhos secundários nas trilhas. Siga sempre o caminho já existente para não degradar a vegetação.
- Leve dinheiro em espécie. A taxa de acesso e eventuais compras nos quiosques da Caçandoca geralmente não aceitam cartão.
- Confira a previsão do tempo. Chuvas fortes podem tornar a estrada de terra intransitável e a trilha perigosa.
- Verifique a maré. Com o mar muito alto, a travessia do riacho pode ficar complicada. Maré baixa facilita bastante o acesso.
Fotos da Praia da Caçandoquinha em Ubatuba:
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Conclusão
A Praia da Caçandoquinha é daquelas rarezas do litoral paulista que resistem ao tempo, à especulação e à massificação do turismo. Pequena, selvagem, cercada de história e natureza, ela recompensa com generosidade quem se dispõe a caminhar os cinco minutos de trilha que separam o mundo comum de um paraíso particular.
Mais do que uma praia bonita, a Caçandoquinha é um lugar carregado de memória — da resistência quilombola, da beleza da Mata Atlântica preservada e da sabedoria dos povos que souberam defender o que era seu. Visitar com respeito e consciência é a única forma de honrar tudo isso.
Planeje sua visita, leve o que precisar, respeite o território e deixe o lugar tão bonito quanto você o encontrou. A Praia da Caçandoquinha merece continuar existindo para as próximas gerações.













