Se você está pensando em trabalhar com entregas por aplicativo, provavelmente já se perguntou: qual app de entregas paga melhor? A resposta é mais complicada do que parece, e vou ser direto: não existe uma plataforma que seja melhor para todo mundo em todo lugar. O que existe são plataformas que funcionam melhor dependendo da cidade, do veículo que você tem, do horário em que pode trabalhar e do tipo de entrega que prefere fazer (comida, pacotes de e-commerce ou transporte).
Neste artigo comparo 10 dos principais apps de entrega disponíveis no Brasil hoje, com foco no que realmente interessa para o trabalhador: quanto cai no bolso de fato, como funciona o pagamento e quais são os pontos que a maioria dos conteúdos sobre o assunto não menciona.
Como funciona a remuneração nos apps de entrega?
Antes de comparar os aplicativos, é importante entender que praticamente todos os apps de entrega remuneram de forma variável. Nenhum paga salário fixo. Você ganha por entrega, por rota ou por bloco de tempo trabalhado, e o valor muda conforme:
- A distância percorrida
- O número de pacotes ou pedidos entregues
- O horário (pico ou fora de pico)
- A cidade onde você opera
- Bônus por metas e campanhas temporárias
- O tipo de veículo que você usa
Isso significa que os valores que vou mostrar aqui são médias e estimativas. Um entregador bem organizado, que trabalha nos horários certos e nas regiões certas, pode ganhar consideravelmente mais do que a média.
Uma pesquisa do IBGE (PNAD Contínua, outubro de 2025) mostrou que entregadores de aplicativos ganham em média R$ 2.340 por mês, trabalhando 46,4 horas semanais. É um dos menores rendimentos entre os trabalhadores de plataformas, e o dado precisa ser lido com atenção: são 46 horas de trabalho por semana, incluindo tempo de espera e deslocamento sem carga.
iFood: o maior, mas não necessariamente o que paga mais
O iFood é o app de entregas dominante no Brasil. Tem mais de 500 mil entregadores ativos, o maior volume de pedidos do país e está presente em praticamente todas as cidades com mais de 50 mil habitantes.
Como paga: o iFood calcula o ganho por rota com base em três fatores: o número de coletas (quantas paradas para pegar pedidos), o número de entregas realizadas na mesma rota e a distância percorrida em quilômetros.
Os valores mínimos garantidos pela plataforma são:
- Rota de até 4 km para bicicleta: R$ 7,00
- Rota de até 4 km para moto ou carro: R$ 7,50
- R$ 1,50 por quilômetro rodado (valor mínimo)
- R$ 3,00 por entrega extra incluída na mesma rota (valor mínimo)
O iFood tem dois modelos de atuação: o “Nuvem” (modelo tradicional, sem compromisso de horário) e o “+Entregas” (em que o entregador reserva um período e recebe um valor fixo por período disponível mais um adicional por cada entrega realizada). O segundo modelo é mais interessante para quem quer previsibilidade.
Quanto ganha no mês: quem trabalha 4 horas por dia no modelo Nuvem tem rendimento bruto mensal acima de R$ 2.500, segundo o próprio iFood. Uma pesquisa da Cebrap (2023/2024) estimou ganho líquido entre R$ 1.980 e R$ 3.039 para jornada de 40 horas semanais.
Vantagem real do iFood: o volume de pedidos. Em cidades grandes, especialmente nos horários de almoço e jantar, é difícil ficar sem entrega. Isso significa menos tempo ocioso.
Ponto de atenção: em cidades menores, a demanda cai bastante fora dos horários de pico, e o tempo de espera pode comprometer o rendimento por hora trabalhada.
Uber Flash: a opção para quem já é motorista do Uber
O Uber Flash é a modalidade de entregas do Uber, disponível para entregadores de moto e bicicleta (além dos motoristas convencionais do Uber, que podem aceitar corridas de entrega também).
Como paga: o cálculo é baseado na distância e no tempo da entrega, com tarifa base por quilômetro mais bônus em horários de alta demanda. A Uber tem um histórico de oferecer bônus mais agressivos em períodos promocionais.
Quanto ganha no mês: motoboys na Uber Flash em São Paulo relatam ganhos brutos entre R$ 1.800 e R$ 3.500 mensais, dependendo das horas trabalhadas e dos bônus capturados.
Vantagem real: quem já está cadastrado no Uber como motorista pode combinar corridas de passageiros com entregas pelo Flash, o que aumenta o potencial de ganhos totais.
Ponto de atenção: o Uber Flash não tem a mesma densidade de pedidos que o iFood em muitas cidades fora das capitais. Em cidades médias, pode ser difícil encontrar demanda constante.
Rappi: entregas variadas e bônus por produtividade
A Rappi se diferencia por não ser apenas um app de entrega de comida. Na plataforma, o entregador pode fazer entregas de restaurantes, supermercados, farmácias e até de itens pessoais que o cliente solicita. Isso amplia o leque de pedidos disponíveis.
Como paga: entre R$ 6 e R$ 15 por entrega para motoboys, e entre R$ 7 e R$ 10 para ciclistas, com bônus de produtividade por número de entregas realizadas dentro de um período.
Quanto ganha no mês: estimativas para São Paulo apontam para R$ 1.500 a R$ 4.000 mensais para motoboys, com os maiores ganhos concentrados em quem trabalha nos fins de semana à noite e em áreas de alto fluxo.
Vantagem real: a variedade de tipos de entrega. Em horários em que as entregas de restaurante caem, pode haver demanda de supermercado ou farmácia.
Ponto de atenção: a Rappi tem presença forte nas capitais, mas em cidades menores o volume de pedidos pode ser baixo ou o serviço pode nem estar disponível.
99Food: como funciona e quanto paga
A 99Food é a divisão de entregas de comida da 99, que pertence ao grupo DiDi. A plataforma passou por turbulências em 2025, incluindo disputas legais com a Keeta por questões de concorrência, e é importante verificar se ela opera na sua cidade antes de fazer o cadastro.
Como paga: o modelo é semelhante ao do iFood, com pagamento por rota baseado em distância e número de entregas. Os entregadores relatam valores por entrega entre R$ 7 e R$ 12 para motoboys.
Quanto ganha no mês: os relatos variam bastante, com faixas entre R$ 1.500 e R$ 3.000 mensais para quem trabalha tempo integral. O volume de pedidos na 99Food tende a ser menor do que no iFood na maioria das cidades.
Vantagem real: quem já é motorista da 99 pode alternar entre corridas de passageiros e entregas de comida pelo mesmo app, sem precisar trocar de plataforma.
Ponto de atenção: a menor base de restaurantes parceiros em relação ao iFood pode significar mais tempo de espera entre pedidos.
Keeta: o novato chinês que chegou pagando bem para entrar
A Keeta é o app de entrega mais novo desta lista. Chegou ao Brasil em outubro de 2025, começando em Santos e São Vicente (litoral de São Paulo) e expandindo para a capital e região metropolitana. É uma marca internacional da Meituan, empresa chinesa que realiza cerca de 80 milhões de entregas por dia no mundo.
Como paga: a Keeta confirmou que pratica as mesmas taxas mínimas do iFood: R$ 7,50 para motos e R$ 7,00 para bicicletas por entrega. A diferença, no início, foi o bônus adicional de R$ 5 por entrega durante o período de lançamento. Os entregadores relatam ganhos em torno de R$ 30 por hora durante o período de bônus de lançamento, o que equivale a R$ 200 a R$ 250 em dias úteis e até R$ 400 nos finais de semana.
Quanto ganha no mês: durante a fase de expansão, com bônus ativos, entregadores em Santos relataram ganhos significativamente acima da média do iFood. A tendência é que esses valores se normalizem com o fim dos bônus promocionais.
Vantagem real: como tem menos entregadores cadastrados do que os concorrentes estabelecidos, há mais pedidos disponíveis por entregador, o que reduz o tempo de espera. A Keeta também faz pagamentos instantâneos (logo após a entrega), sem aguardar o ciclo semanal.
Ponto de atenção: a plataforma ainda opera em poucas cidades no Brasil. Se você não está em São Paulo (capital, litoral ou grande São Paulo), é provável que o serviço ainda não esteja disponível na sua cidade.
Mercado Livre Envios: rotas grandes, pacotes e previsibilidade
O Mercado Livre opera com uma lógica completamente diferente dos apps de comida. Aqui você faz rotas de entrega de pacotes de e-commerce, com um conjunto definido de entregas por rota, geralmente entre 30 e 100 pacotes, dependendo do volume disponível na sua região.
Como paga: entre R$ 7 e R$ 12 por pacote entregue, com o valor total da rota informado antes de você aceitar. Se entregar 90% da rota, recebe 90% do valor combinado. O teto anunciado pela própria plataforma é de R$ 240 por dia.
Quanto ganha no mês: entregadores que trabalham de forma consistente relatam R$ 3.000 a R$ 5.000 brutos mensais, com os valores mais altos concentrados em quem trabalha em capitais ou regiões metropolitanas com alto volume de pedidos.
Vantagem real: previsibilidade. Você sabe antes de aceitar quanto vai ganhar na rota. Não há espera em restaurante, nem imprevistos de cliente não encontrado (o app orienta sobre como proceder). Além disso, os fins de semana costumam ter bônus extras de pagamento.
Ponto de atenção: para trabalhar com o Mercado Livre você precisa ter CNPJ (MEI é suficiente), CNH válida e veículo licenciado. Isso exclui quem ainda não tem registro formal. Além disso, você precisa ter capacidade de transportar volume (mochila ou baú de pelo menos 80 litros para moto).
Shopee: foco em e-commerce e pagamento por quilômetro
A Shopee tem um modelo de pagamento por quilometragem rodada, o que diferencia da maioria dos concorrentes. Isso favorece quem faz rotas mais longas e tem carro (em vez de moto), já que o carro pode carregar mais volume em menos viagens.
Como paga: a tabela varia por região, mas o exemplo divulgado para Londrina (PR) mostrou valores entre R$ 198,60 para rotas de até 25 km e R$ 376,00 para rotas de até 500 km, para carro. Além disso, há bônus por produtividade: de R$ 10 para quem faz entre 111 e 120 entregas, até R$ 50 para quem passa de 131 entregas. Fora do pico de demanda, os relatos apontam para R$ 4 a R$ 10 por entrega individual.
Quanto ganha no mês: a própria Shopee informa que a média mensal está entre R$ 1.600 e R$ 3.300, mas entregadores que trabalham seis dias por semana em regiões de alta demanda relatam até R$ 4.000 brutos. A Shopee também exige CNPJ (MEI).
Vantagem real: para quem tem carro e pode fazer rotas longas com volume alto de pacotes, o modelo de pagamento por quilometragem tende a ser mais vantajoso do que o pagamento por entrega individual dos apps de comida.
Ponto de atenção: a Shopee também exige CNPJ ativo com CNAE específico. O processo de cadastro é mais burocrático do que nos apps de comida.

Amazon Flex: blocos de tempo e pagamento fixo por período
A Amazon Flex funciona de forma diferente de todas as outras plataformas desta lista. O entregador reserva blocos de tempo (geralmente de 2 a 4 horas) e recebe um valor fixo pelo bloco, independentemente de quantas entregas realiza dentro dele.
Como paga: entre R$ 70 e R$ 150 por bloco de 2 a 4 horas. Quem consegue encadear múltiplos blocos no dia pode chegar a R$ 200 a R$ 400 por dia.
Quanto ganha no mês: quem trabalha de forma consistente pode chegar a R$ 3.000 a R$ 6.000 brutos mensais, segundo estimativas baseadas em relatos de entregadores. Mas a disponibilidade de blocos nem sempre é garantida.
Vantagem real: a previsibilidade do pagamento fixo por bloco de tempo é uma vantagem para quem tem dificuldade de manter motivação em modelo totalmente variável. Você sabe exatamente quanto vai receber antes de sair de casa.
Ponto de atenção: a disponibilidade de blocos depende da demanda na sua região. Em períodos de baixa demanda, pode ser difícil conseguir blocos suficientes para compor uma renda consistente.
Loggi: foco em logística empresarial
A Loggi é uma empresa de logística que atende tanto consumidores pessoas físicas quanto e-commerces e empresas. O perfil de entregador aqui é um pouco diferente: o foco é em rotas de alto volume e distâncias mais curtas em áreas urbanas densas.
Como paga: entre R$ 7 e R$ 10 por entrega para motoboys, com bônus de produtividade. Para ciclistas, o valor por entrega pode ser um pouco diferente dependendo da região.
Quanto ganha no mês: estimativas apontam para R$ 1.500 a R$ 2.500 mensais para quem trabalha em regime de meia jornada e R$ 2.500 a R$ 3.500 para jornada integral. A Loggi opera principalmente em capitais e grandes cidades.
Vantagem real: a Loggi tem parcerias com grandes e-commerces, o que garante um fluxo constante de entregas em áreas de alta demanda, especialmente em centros comerciais.
Ponto de atenção: a plataforma é mais exigente em relação à avaliação e à taxa de sucesso nas entregas. Entregadores com muitas tentativas de entrega mal-sucedidas podem ter o acesso à plataforma suspenso.
Lalamove: fretes maiores e um perfil diferente de entregador:
A Lalamove é para um perfil diferente. A plataforma é voltada para fretes e entregas de cargas maiores, conectando pessoas físicas e empresas que precisam transportar objetos de tamanho médio a grande. Aqui o veículo importa muito: carro, utilitário e moto têm tabelas diferentes.
Como paga: o valor é calculado pela distância e pelo tipo de veículo. Para motocicletas, corridas curtas giram em torno de R$ 12 a R$ 20. Para carros, o valor sobe consideravelmente, especialmente para fretes com múltiplos pontos de parada.
Quanto ganha no mês: altamente variável. Quem trabalha com carro em cidades grandes pode chegar a R$ 4.000 a R$ 6.000 mensais em bons meses. Para moto, a faixa mais comum é R$ 2.000 a R$ 3.500.
Vantagem real: para quem tem utilitário (Fiorino, Kangoo, van), a Lalamove abre um mercado diferente dos apps de comida, com fretes bem pagos e menos concorrentes.
Ponto de atenção: a demanda é mais imprevisível do que nos apps de comida. Não existe o fluxo regular de almoço e jantar. O entregador fica mais dependente de fretes esporádicos de clientes.
Tabela comparativa: quanto cada app paga ao entregador:
A tabela abaixo apresenta estimativas de ganhos com base em fontes públicas, pesquisas e relatos de entregadores. Os valores são brutos (antes de descontar combustível, manutenção, alimentação e outros custos operacionais).
| App | Tipo de entrega | Valor por entrega (estimativa) | Ganho diário estimado (moto) | Ganho mensal estimado (moto) | Exige CNPJ? | Pagamento |
|---|---|---|---|---|---|---|
| iFood | Comida | R$ 7 a R$ 15 | R$ 80 a R$ 200 | R$ 2.000 a R$ 3.500 | Não | Semanal (quarta-feira) |
| Uber Flash | Comida/pacotes | R$ 7 a R$ 15 | R$ 80 a R$ 250 | R$ 1.800 a R$ 3.500 | Não | Semanal |
| Rappi | Comida/mercado/farmácia | R$ 6 a R$ 15 | R$ 80 a R$ 200 | R$ 1.500 a R$ 4.000 | Não | Semanal |
| 99Food | Comida | R$ 7 a R$ 12 | R$ 70 a R$ 180 | R$ 1.500 a R$ 3.000 | Não | Semanal |
| Keeta | Comida | R$ 7,50 (moto) + bônus | R$ 150 a R$ 400* | R$ 3.000 a R$ 6.000* | Não | Diário (instantâneo) |
| Mercado Livre | Pacotes e-commerce | R$ 7 a R$ 12/pacote | R$ 120 a R$ 240 | R$ 3.000 a R$ 5.000 | Sim (MEI) | Semanal |
| Shopee | Pacotes e-commerce | R$ 4 a R$ 10/pacote | R$ 80 a R$ 200 | R$ 1.600 a R$ 4.000 | Sim (MEI) | Semanal |
| Amazon Flex | Pacotes e-commerce | R$ 70 a R$ 150/bloco | R$ 200 a R$ 400 | R$ 3.000 a R$ 6.000 | Sim (MEI) | Semanal |
| Loggi | Pacotes/documentos | R$ 7 a R$ 10 | R$ 80 a R$ 160 | R$ 1.500 a R$ 3.500 | Não | Semanal |
| Lalamove | Fretes variados | R$ 12 a R$ 20+ (moto) | R$ 100 a R$ 300 | R$ 2.000 a R$ 5.000 | Não | Por corrida |
(*) Os valores da Keeta refletem o período de lançamento com bônus promocionais ativos. Tendem a se normalizar com o fim das promoções.
Qual plataforma paga melhor para o entregador na prática?
Depois de olhar todos esses números, a resposta honesta é: depende. Mas posso dar uma direção mais prática.
Se você tem moto e quer a maior estabilidade de renda: o iFood ainda é a melhor escolha pela pura quantidade de pedidos, especialmente nos horários de almoço e jantar. O volume de demanda compensa o fato de que os valores por entrega não são os mais altos do mercado.
Se você mora em uma cidade onde a Keeta já opera: vale muito a pena se cadastrar agora, enquanto os bônus de lançamento estão ativos e a competição com outros entregadores é menor. Aproveite o período de vantagem antes que a plataforma ganhe massa crítica de entregadores.
Se você tem carro ou moto e quer MEI: Mercado Livre e Amazon Flex são os que oferecem maior previsibilidade de ganhos e valores mais estáveis por rota. A desvantagem é a exigência do CNPJ.
Se você quer diversificar: a estratégia mais comum entre os entregadores mais bem-sucedidos é trabalhar com dois ou três apps ao mesmo tempo, aceitando o primeiro pedido que aparecer. Com iFood + Rappi + Uber Flash abertos simultaneamente, por exemplo, você reduz drasticamente o tempo ocioso.
O que os números não mostram: custos que corroem o ganho
Nenhuma plataforma calcula seu ganho líquido real por você. Os valores que aparecem no app são sempre brutos. Para ter uma ideia mais real do que você leva para casa, é preciso descontar:
Combustível: o custo mais pesado para quem usa moto ou carro. Um motoboy que roda 150 km por dia gasta entre R$ 15 e R$ 25 em gasolina, dependendo do consumo da moto e do preço do litro.
Manutenção: pneus, óleo, revisão, corrente, pastilha de freio. Em uma moto que roda muito, esses custos podem somar R$ 300 a R$ 600 por mês.
Alimentação: quem passa 8 a 10 horas na rua gasta com refeições. Uma média de R$ 20 por dia útil representa R$ 440 mensais.
Celular e internet: plano de dados é custo fixo do trabalho. Sem internet, sem pedidos.
Seguro: a maioria dos entregadores não tem seguro e corre um risco real de prejuízo em caso de acidente ou furto do veículo.
Feita essa conta, o ganho líquido real pode ser significativamente menor do que o bruto divulgado pelas plataformas. Uma pesquisa da Cebrap (2023/2024) estimou o ganho líquido médio do entregador de iFood em R$ 23 por hora, já descontados os custos médios. Para uma jornada de 8 horas, isso dá R$ 184 líquidos por dia.
Perguntas frequentes
Qual é o melhor aplicativo para entregas?
Para quem quer começar rápido e sem burocracia, o iFood é a resposta mais simples pela quantidade de pedidos e pela ausência de exigência de CNPJ. Para quem tem MEI e veículo licenciado, o Mercado Livre e a Amazon Flex oferecem ganhos mais previsíveis. Para quem está nas cidades onde a Keeta opera, o momento de entrar é agora, enquanto os bônus de lançamento estão ativos.
Qual plataforma paga melhor para o entregador?
Em termos de valor absoluto por hora trabalhada, a Keeta (no período de bônus) e a Amazon Flex (pelo pagamento fixo por bloco) tendem a se destacar. Em termos de consistência e disponibilidade de pedidos, o iFood ainda é imbatível nas grandes cidades.
Qual app é melhor que o iFood para o entregador?
Para entregadores de e-commerce, o Mercado Livre e a Amazon Flex pagam melhor por entrega e têm mais previsibilidade. Para entregadores de comida, a Keeta pode pagar mais durante o período de expansão, e a Rappi oferece mais variedade de tipos de pedido. Mas nenhum deles supera o iFood em volume puro de pedidos nas capitais.
Quanto a 99Food paga por entrega?
Os relatos de entregadores indicam valores entre R$ 7 e R$ 12 por entrega, com variação conforme a cidade e a distância. O volume de pedidos da 99Food é menor do que o do iFood na maioria das cidades, o que pode compensar negativamente mesmo que o valor por entrega seja similar.
Aviso sobre a atualidade das informações
As informações sobre valores de ganhos, taxas e estrutura de pagamento dos apps citados neste artigo foram coletadas e verificadas em abril de 2026, com base em dados públicos das próprias plataformas, pesquisas do IBGE (PNAD Contínua, outubro de 2025), pesquisa da Cebrap (2023/2024), reportagens do Canaltech, IstoÉ Dinheiro e fontes setoriais.
Os aplicativos de entrega mudam suas políticas de remuneração com frequência. Bônus promocionais, especialmente no caso de plataformas novas como a Keeta, têm prazo limitado. Se você está lendo este artigo meses ou anos após a data de publicação, consulte diretamente os canais oficiais de cada plataforma antes de tomar qualquer decisão.
Fontes consultadas:
- IBGE, PNAD Contínua: Trabalho em Plataformas Digitais (outubro de 2025)
- Cebrap: pesquisa sobre remuneração de entregadores iFood (2023/2024)
- iFood institucional (institucional.ifood.com.br)
- Canaltech: teste da Keeta em Santos (novembro/dezembro de 2025)
- IstoÉ Dinheiro: comparativo Shopee e Mercado Livre (fevereiro de 2025)
- Remessa Online, Mobills, Plus Dindin: análises de ganhos por plataforma (2024/2025)















